Eu Sou o Mensageiro
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788598078298
Ano: 2007
Número de páginas: 320
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Após muito tempo, volto a ler um romance.
Um ótimo romance, diga-se de passagem. Falemos dele (do romance, lógico).
Comentários: Ed Kennedy é, falando a linguagem popular, um merda. Um joão-ninguém. Um zé-ruela. Um zero à esquerda. Um nada. Bom, vocês entenderam.
A companhia dele é um cahorro fedido com o qual ele mora e alguns bons amigos. Sem contar a mãe, com quem ele fala de vez em quando pra ouvir reclamações e ofensas pessoais de baixo calão que não convém postar nessa tão respeitosa e familiar página de resenhas literárias. Pra piorar, ele é órfão de pai. Pai esse que era um tremendo cachaceiro que ao invés de colocar comida dentro de casa gastava todo o dinheiro em pinga.
Ed é um táxista e tem 19 anos, ou seja, não chamaria a atenção de ninguém. Mas em livros, coisas estranhas costumam acontecer. Um dia Ed está num banco, quando um assaltante entra e começa um assalto. Por enquanto tudo normal. Mas quando assaltante é obrigado a sair do banco com a chegada da polícia, Ed, num ato de coragem que ele não tem, resolve parar o assaltante. A partir desse dia sua vida começa a mudar. Ele fica conhecido em toda a cidade e começa a receber misteriosas mensagens anônimas pelos correios em cartas de baralho. Ed recebe missões nessas mensagens, e resolve cumpri-las.
Um romance engraçado, que “te prende do início ao fim”, como um bom romance deve ser. O final é um show a parte. O protagonista ganha logo a simpatia e afinididade do leitor, e aquela estranha e gostosa sensação de torcer pro anti-herói o acompanha até a última página. Mais que recomendado.
Gostei tanto, que comprei também o maior sucesso do autor, A Menina que Roubava Livros. Se for tão bom quando Eu Sou o Mensageiro, postarei aqui.

